Balança comercial registra superávit de US$ 3,7 bilhões em novembro

Saldo é 4,7% maior que o registrado no mesmo mês de 2019

Com a antecipação de embarques que ocorreu neste ano, as exportações de soja caíram 70% em novembro na comparação com o mesmo mês de 2019

A balança comercial registrou, em novembro, o terceiro maior superávit para o mês. O país exportou US$ 3,7 bilhões a mais do que importou, divulgou o Ministério da Economia. Isso representa crescimento de 4,7% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o superávit atingiu US$ 3,5 bilhões.

O resultado só perde para novembro de 2016 (superávit de US$ 4,7 bilhões) e de 2018 (superávit de US$ 4 bilhões). No mês passado, o país vendeu US$ 17,5 bilhões para o exterior, com queda de 1,2% pelo critério da média diária em relação ao mesmo mês do ano passado. As importações, no entanto, caíram mais, somando US$ 13,7 bilhões, redução de 2,6% também pela média diária.

Com o resultado do mês passado, a balança comercial acumula superávit de US$ 51,1 bilhões de janeiro a novembro. Esse também é o terceiro melhor resultado da série histórica para o período, perdendo para janeiro a novembro de 2017 (superávit de US$ 61,9 bilhões) e de 2018 (superávit de US$ 51,6 bilhões). No acumulado de 2020, as exportações somam US$ 191,6 bilhões, retração de 6,1% na comparação com o mesmo período de 2019, pela média diária. As importações totalizam US$ 140,5 bilhões, recuo de 13,6% pelo mesmo critério.

A maior parte da alta do saldo em novembro é explicada pelo aumento de 26,9% na média diária de exportações da indústria extrativa, com destaque para o minério de ferro e o petróleo bruto. Essa elevação compensou o recuo de 21,8% na média diária de vendas da agropecuária para o exterior. Com a antecipação de embarques que ocorreu neste ano, as exportações de soja caíram 70% em novembro na comparação com o mesmo mês de 2019, também pelo critério da média diária.

A indústria de transformação exportou 2,9% a menos em novembro pela média diária em relação ao mesmo mês do ano passado. Os principais produtos que afetaram a queda foram os combustíveis, com recuo de 35,5%, e aeronaves e componentes, com retração de 44% pela média diária. Do lado das importações, a queda decorreu principalmente do recuo nas compras de petróleo bruto (-63,7%) e de estruturas de ferro e de aço (-49,5%).

Com Agência Brasil

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