Arrecadação federal soma R$ 153,9 bilhões em outubro

Valor é 9,5% maior em relação ao mesmo mês de 2019

O crescimento é explicado pelo pagamento de tributos que haviam sido adiados como medida de enfrentamento à crise gerada pela pandemia

A arrecadação total das receitas federais atingiu, em outubro, R$ 153,9 bilhões, um crescimento real (descontada a inflação) de 9,5% em relação ao mesmo mês de 2019. Os dados foram divulgados hoje (24) pela Receita Federal. O crescimento é explicado pelo pagamento de tributos que haviam sido adiados como medida de enfrentamento à crise gerada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

As receitas administradas pela Receita Federal, como impostos e contribuições federais, arrecadaram em outubro R$ 146 bilhões, aumento de 12,3%. De janeiro a outubro, a arrecadação alcançou R$ 1,1 trilhão, queda de 9%. Em outubro, o volume de pagamentos de tributos que haviam sido adiados chegou a R$ 16,2 bilhões. As receitas administradas por outros órgãos, principalmente royalties do petróleo, somaram R$ 7,8 bilhões, com queda de 24,6% em relação a outubro de 2019.

Segundo a Receita, no mês passado o Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) apresentaram uma arrecadação conjunta de R$ 33,4 bilhões, o que representa um acréscimo real de 19,9%. “Esse resultado pode ser explicado pelo acréscimo real de 7,4% do volume de vendas e pelo decréscimo real de 7,2% no volume de serviços [dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE] em setembro de 2020 em relação a setembro de 2019″, disse a Receita, em relatório.

Também houve recolhimento de parcelas adiadas anteriormente, relativas a maio de 2020, e aumento nominal de 137% no volume das compensações tributárias. A receita previdenciária teve arrecadação de R$ 42 bilhões, o que representa acréscimo real de 15%. “Esse desempenho é explicado pelo pagamento dos diferimentos [adiamento] do Simples Nacional relativo ao mês de abril de 2020, da Contribuição Previdenciária Patronal relativo ao mês de maio de 2020 e dos parcelamentos especiais relativos ao mês de junho de 2020 e pelo aumento das compensações tributárias com débitos de receita previdenciária”, informa o relatório da Receita.

Com Agência Brasil

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