FCDL-RS vê varejo nacional avançando até 7% no próximo ano

PIB brasileiro pode crescer entre 4% e 6,5%, de acordo com estimativas da entidade

Koch destacou o trabalho que a federação realizou para permitir a liberdade da atividade comercial

As projeções da FCDL-RS para o PIB brasileiro em 2020 apontam uma queda de 4,53%, enquanto que o PIB gaúcho deve ter redução de 6,09% Já o PIB do comércio em nível nacional deve cair 0,79% e no estado, vai registrar queda de 3,6%. Esses foram alguns dos indicadores que a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS) apontou em entrevista coletiva concedida pelo presidente Vitor Augusto Koch e pelo consultor de Economia, Eduardo Starosta, nesta quinta-feira (3). “Nos parece que a principal preocupação a partir de 2021 será a capacidade do governo federal girar a dívida pública, extremamente inflada pelas recentes políticas sociais para combater o empobrecimento por conta da pandemia”, enfatizou Starosta.

Para 2021, a forma como será tratado o enfrentamento ao coronavírus será fundamental para o definir o crescimento nacional e estadual. No que diz respeito ao Brasil, os pontos favoráveis para crescimento em 2021 são a tendência da Selic continuar estável, a melhora do Brasil como fornecedor global de produtos agrícolas e agroindustriais, o que impacta positivamente na geração de emprego e renda, além das reformas estruturais internas que devem avançar de maneira a ampliar a liberdade econômica e diminuir o peso do Estado. Por fim, a retomada do emprego deve continuar acelerada no próximo ano, com reflexos positivos no consumo e na produção. Para a FCDL-RS, em 2021 a expectativa é que o PIB brasileiro possa crescer entre 4% e 6,5%, além de um incremento na faixa de 4,5% a 7% das vendas do varejo. A federação considera que esse cenário positivo pode se consumar caso sejam adotadas algumas medidas como o contínuo uso dos bancos públicos para reduzir o custo financeiro aos bons pagadores.

Já para o Rio Grande do Sul, é possível esperar um cenário favorável para a exportação, o que se reflete no crescimento da balança comercial estadual, além da previsão de um aumento da safra agrícola. Também é possível antever uma retomada do consumo interno e a recuperação da empregabilidade no estado. A expectativa para o RS é que o PIB cresça entre 4,5% e 7% e as vendas do varejo possam ter um aumento da ordem de 5% a 7% no próximo ano. Fatores que podem contribuir para isso, são o Governo do Estado assumir uma política mais agressiva para atrair investimentos estratégicos; não existir o aumento da carga fiscal, uma vez que a capacidade contributiva gaúcha está esgotada, e a reforma do setor público na direção da redução de seu tamanho.

No encerramento da entrevista, o presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, voltou a destacar o trabalho que a Federação realizou ao longo de 2020 no sentido de permitir a liberdade da atividade comercial. Lembrou que a entidade, durante todo o período das rígidas restrições impostas aos lojistas gaúchos, buscou dialogar com as autoridades estaduais e municipais no sentido de reverter esse quadro, uma vez que os prejuízos econômicos que as medidas tomadas causariam eram previstos.

“Neste momento que vivemos um crescimento dos indicadores de incidência da Covid-19, nos parece que o governo estadual está tomando medidas mais sensatas, não impedindo os comerciantes de trabalharem, ainda que com horários reduzidos. Todos nós, lojistas, precisamos trabalhar, pois a maioria, quase 90% das lojas são de micro e pequeno porte e dependem das vendas para sobreviver”, lembrou Koch.

Por fim, o presidente da FCDL-RS reforço a posição contrária da entidade em relação a qualquer proposta que reajuste a carga tributária do Rio Grande do Sul. Salientou que a Federação é contra a prorrogação da manutenção da alíquota geral do ICMS em 18% e das alíquotas de combustíveis, energia elétrica e telecomunicações em 30%. Ao responder uma pergunta do Portal AMANHÃ, o presidente da federação revelou uma ponta de frustração por não ter sido convidado a debater questões como o enfrentamento ao coronavírus ou mesmo a reforma tributária. “Mesmo assim admiro o [Eduardo] Leite, pois ele tem muitos méritos, inclusive a habilidade política”, opinou.

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