Setor calçadista deve voltar ao patamar de 2004

Segundo Abicalçados, varejo doméstico responde por mais de 85% das vendas

Até agosto, a produção encolheu 34,8% em relação ao mesmo período do ano passado

Quarta maior produtora de calçados do planeta, a indústria brasileira deve retornar a patamares produtivos de 16 anos atrás em 2020. Priscila Linck, coordenadora de inteligência de mercado da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), detalha o quadro, extremamente afetada pela pandemia do novo coronavírus, especialmente pelos efeitos no mercado interno. “O varejo doméstico responde por mais de 85% das vendas, então as restrições impostas pelo coronavírus acabaram tendo um impacto muito forte”, explica.

Até agosto, a produção encolheu 34,8% em relação ao mesmo período do ano passado. A projeção da entidade é de que, com uma leve recuperação das vendas internas e das exportações nos últimos meses do ano, o setor termine o ano com um revés de 28,6%. “São cerca de 260 milhões de pares produzidos a menos. É como se o setor ficasse de dois a três meses totalmente inativo”, ressalta Priscila, acrescentando que a indústria calçadista voltará ao patamar de 16 anos atrás.

Apesar de ter um impacto menos significativo, as exportações de calçados também despencaram em 2020. De janeiro a setembro, a queda foi de 24,4%, em volume, em relação ao ano passado. A projeção é de que o ano encerre com retração média de 26,6%. “Neste cenário, voltaremos aos números de 37 anos atrás”, conta Priscila.

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