Hugo Galvão, empresário e especialista em marketplaces e crescimento de vendas online, observa que, há poucos anos, seria difícil imaginar alguém comprando ração ou brinquedo para seu animal de estimação durante uma transmissão ao vivo em uma rede social. Hoje, esse comportamento já é realidade em diversas categorias do varejo brasileiro, e o mercado pet começa a sentir os efeitos dessa transformação. O chamado live commerce chegou ao Brasil com força a partir de 2025, impulsionado principalmente pela entrada do TikTok Shop no país. Em poucos meses de operação, a plataforma registrou crescimento expressivo no volume de vendas, e pesquisas do setor apontam que grande parte das compras realizadas ali foi motivada por vídeos ou transmissões de criadores de conteúdo, não por anúncios pagos tradicionais.
Esse movimento representa uma inversão na lógica clássica do funil de vendas. No modelo tradicional, a marca controlava toda a narrativa, da descoberta até a conversão. No social commerce mediado por criadores, o consumidor encontra o produto já dentro de uma experiência de entretenimento e decide comprar ali mesmo, sem sair do aplicativo.
Por que o consumidor brasileiro adotou o formato tão rápido?
Pesquisas recentes mostram que o brasileiro passa em média mais de três horas e meia por dia em redes sociais, um dos maiores índices do mundo, e tem uma relação cultural forte com recomendação pessoal como gatilho de compra. Essa combinação explica por que o país adotou o live commerce em ritmo mais acelerado do que outros mercados ocidentais.
Segundo Hugo Galvão de França Filho, esse fenômeno não deveria surpreender quem acompanha o comportamento do consumidor brasileiro há algum tempo. Ele lembra que o boca a boca sempre foi um dos principais motores de decisão de compra no país, e o que as plataformas de live commerce fizeram foi apenas dar infraestrutura tecnológica para um comportamento que já existia entre famílias e comunidades de tutores de animais.
Dados de pesquisas setoriais indicam que uma parcela relevante dos consumidores prefere ver um produto sendo demonstrado ao vivo antes de decidir pela compra, número que sobe consideravelmente entre o público mais jovem. No mercado pet, essa preferência tem um peso particular, já que muitos produtos, como brinquedos interativos, camas ortopédicas ou acessórios de adestramento, se beneficiam de uma demonstração real de uso.
O papel dos criadores de conteúdo na categoria pet
Um dos aspectos mais interessantes dessa transformação é o papel que criadores de conteúdo especializados em animais passaram a ocupar na jornada de compra. Perfis dedicados a pets, muitas vezes tocados por tutores comuns e não por grandes influenciadores, têm gerado altos níveis de engajamento justamente por transmitirem autenticidade.
Hugo Galvão destaca que essa dinâmica exige uma mudança de postura das empresas do setor. Não basta mais produzir um anúncio tradicional; é preciso pensar em curadoria de conteúdo e parcerias com criadores que realmente compartilhem valores relacionados ao bem-estar animal, e não apenas audiência numerosa. Ele reforça que a autenticidade percebida pelo consumidor é hoje um dos principais fatores de conversão dentro desse formato.
A Enjoy Pets, atuante no mercado pet e acessível pelo site www.enjoypets.com.br, tem acompanhado essa transição para entender como conteúdo, demonstração de produto e venda podem caminhar juntos sem perder a naturalidade que o consumidor espera desse tipo de experiência.
Desafios operacionais por trás da experiência
Por trás da aparente simplicidade de uma live de vendas existe uma complexidade operacional significativa. A integração entre o conteúdo publicado nas redes sociais e o sistema de estoque da empresa precisa ser praticamente instantânea, já que picos de audiência durante uma transmissão podem gerar rupturas de estoque em minutos.
Para Hugo Galvão de França Filho, esse é um ponto frequentemente subestimado por empresas que decidem entrar no live commerce sem preparo. Ele percebe que a estratégia de conteúdo precisa nascer alinhada com a área de logística e gestão de operações; caso contrário, o resultado pode ser o oposto do esperado, com frustração do consumidor por indisponibilidade de produto logo após o impulso de compra gerado pela transmissão.
Um canal que veio para ficar!
Projeções do setor indicam que o social commerce deve continuar crescendo em ritmo acelerado nos próximos anos, com uma parcela cada vez maior das compras online acontecendo diretamente dentro de redes sociais, sem passagem por sites tradicionais de e-commerce. Para o mercado pet, isso representa uma oportunidade concreta de aproximar marcas de um público que já demonstra forte engajamento emocional com conteúdo relacionado a animais.
Hugo Galvão resume esse cenário como uma nova fase do relacionamento entre marca e consumidor, em que entretenimento, prova social e conveniência caminham juntos. Para empresas do mercado pet, o desafio não é apenas estar presente nesses canais, mas construir uma experiência que respeite o vínculo emocional que o tutor tem com seu animal, sem transformar esse vínculo em pretexto para vendas apressadas ou pouco cuidadosas.
Para conhecer mais conteúdos sobre mercado pet, e-commerce, marketplaces e crescimento de negócios digitais, acesse www.enjoypets.com.br.
