Presidente da Em Cima da Hora é esperado para depor na polícia sobre acidente que matou a menina Raquel

O presidente administrativo da escola de samba Em Cima da Hora, agremiação que desfilou na Série Ouro do carnaval do Rio, é esperado nesta segunda-feira (25) para depor sobre o acidente com um carro alegórico que matou a menina Raquel Antunes da Silva, de 11 anos.

Raquel foi imprensada entre o poste e uma alegoria da Em Cima da Hora na dispersão do Sambódromo, na Rua Frei Caneca. O corpo dela foi enterrado na tarde deste sábado (23).

O atual presidente de honra da agremiação é Heitor Fernandes, filho de Sebastião Ubiratan Fernandes, o Birão, que morreu em fevereiro deste ano pelo agravamento de problemas cardíacos.

Entretanto, não a polícia não confirmou se será Heitor que vai depor na delegacia. Segundo a delegada Maria Aparecida Mallet, titular da 6ª DP (Cidade Nova), o depoimento do presidente administrativo da escola está marcado para as 14h.

Mãe precisa ser carregada

Após o enterro de Raquel, Marcela Portelinha, mãe da menina, foi carregada e levada para dentro de uma ambulância ao lado da entrada do cemitério do Catumbi, no Centro do Rio.

Chorando muito, Marcela precisou ser amparada e desmaiou várias vezes durante a despedida da filha. Ela está grávida.

“Eu quero minha menina. Isso não tem que ficar assim”, gritava no velório.
Uma ambulância do Samu foi chamada e prestou atendimento médico à mãe.

Mãe de menina imprensada chega amparada ao velório da filha

Familiares e amigos da menina protestaram na frente do cemitério, pedindo Justiça. Um cartaz dizia: “Descanse em paz e que Deus conforte seus familiares, parentes e amigos”.

Familiares e amigos pedem Justiça após morte da menina Raquel

O acidente e a cirurgia
A menina morreu na sexta-feira (23), três dias após ter sido imprensada entre um carro alegórico e um poste na dispersão do primeiro dia de desfiles na Sapucaí.

Raquel teve uma perna amputada e ficou internada por dois dias em estado gravíssimo no hospital Souza Aguiar.

Durante cirurgia para amputação da perna, Raquel sofreu uma parada cardiorrespiratória. Ela também teve traumatismo no tórax e respirava por aparelhos. Segundo funcionários da unidade, ela teve uma hemorragia interna.

Testemunhas contaram que a menina subiu no carro alegórico da Em cima da Hora, que estava parado na rua Frei Caneca, a 200 metros do portão da Marquês de Sapucaí. Quando o veículo começou a ser empurrado, a menina foi imprensada contra um poste.

Motorista diz uma coisa, imagens mostram outra
A delegada Maria Aparecida Mallet, que investiga a morte de Raquel, disse que imagens de câmeras de segurança contradizem o que o motorista do carro alegórico que imprensou a menina afirmou em depoimento na 6ª DP (Cidade Nova).

Segundo Mallet, várias crianças estavam brincando próximo ao veículo — ao contrário do que disse o condutor na delegacia.

À polícia, o motorista, que não teve a identidade revelada, disse que não viu crianças em cima do carro, deu a partida e prosseguiu com o reboque da alegoria. Câmeras de segurança, entretanto, indicam o contrário, que naquele momento havia várias crianças no carro, não apenas Raquel.

O caso, a princípio, é investigado com sendo homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Segundo a delegada, ainda é prematuro apontar culpados.

Nesta sexta-feira, a Polícia Civil apreendeu o carro abre-alas da escola de samba Em Cima da Hora.

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