Criação de living labs ajuda a ambientar o ecossistema inteligente

Parceria entre a ABDI, a prefeitura de Foz do Iguaçu e a Itaipu Binacional, Vila A Inteligente é o primeiro bairro público smart do Brasil

Entre as tecnologias existentes na vila estão veículos elétricos, bicicletas compartilhadas e medidores inteligentes

 ValUma das recomendações da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que o governo federal vem aplicando nos últimos anos é a criação e fomento de living labs pelo país. Eles servem como incubadoras de inspiração aos gestores municipais. Acompanhados pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), ligada ao Ministério da Economia, esses espaços já se tornaram cases de sucesso e vêm ajudando na propagação de soluções de smart cities. Um desses exemplos é a Vila A Inteligente, em Foz do Iguaçu (PR), primeiro bairro público inteligente do Brasil, que foi apresentado em painel digital do Smart City Session, na quarta-feira (9).

“A Vila A é o primeiro living lab inaugurado pela ABDI, em parceria com a Itaipu Binacional e a prefeitura de Foz do Iguaçu, dentro do Parque Tecnológico de Itaipu. É uma mini cidade inteligente de 50 mil metros quadrados para testes em ambiente controlado. Antes da pandemia recebíamos cerca de 1100 visitantes todos os meses. Executamos ações para desenvolvimento de 54 municípios da região Oeste do Paraná. Em 2019, mais de 100 prefeitos visitaram a Vila A. Toda tecnologia só funciona se a população se engaja e entende que aquilo vem para seu benefício”, explicou Tiago Faierstein, conselheiro da ABDI e líder do projeto de cidades inteligentes na agência.

Entre as tecnologias existentes na vila estão veículos elétricos, bicicletas compartilhadas e medidores inteligentes. “Por meio de uma Central de Comando e Controle Operacional (CCO), também é possível operar novas ferramentas de iluminação pública inteligente, com wi-fi e câmeras, além de monitoramento com uso de drones. Uma das inspirações foi o bairro [email protected], de Barcelona. Ainda temos cases de living labs em cidades como Curitiba, Petrolina (PE), Macapá (AP), Salvador (BA) e na fronteira com a Venezuela, em Pacaraima (RR).”

Faierstein também destaca o sistema de compartilhamento de veículos elétricos para frota pública, em uso pelo governo federal em Brasília. “Gera redução de custos, é um modal mais sustentável e viável em sistema de sharing. Também fizemos uma parceria com a Receita Federal para aplicação de inteligência artificial na fronteira com o Paraguai, com câmeras de alta definição e luminárias inteligentes, auxiliando a segurança pública.”

O painel “Um cenário de reconstrução para o Brasil: instrumentos normativos, financeiros e políticas públicas” contou ainda com a participação de Giancarlo Rocco, diretor de relações internacionais e institucionais da Invest Paraná; de Daniella Abreu, secretária executiva de assuntos internacionais do Estado de Santa Catarina; e de Thiago Gonçalves Ledo, engenheiro do BNDES.

“O Smart City Session foi uma edição especial digital, que segue com apoio cativo da ABDI por entendermos a importância do evento ao movimentar profissionais ligados ao tema de cidades inteligentes, difundindo conhecimentos e conceitos para todos os atores. Desde o Smart City Expo Curitiba 2018, o evento nos ajuda bastante a ter essa comunicação direta com o ecossistema, difundir nosso trabalho e promover replicações e intercâmbios com todos os agentes envolvidos. Um desses exemplos é o governo do Paraná, com quem a ABDI estreitou relações graças a essa interlocução do iCities, a empresa que promove o Smart City“, ressaltou Faierstein.

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