Desafios de infraestrutura para conectividade vão além do 5G

Plenária do Smart City Session reúne especialistas em debate sobre como as PPPs podem fomentar a universalização da conectividade nas cidades brasileiras

A exclusão digital deve ser levada em consideração quando se fala em políticas públicas e investimentos privados: brasileiros que não têm acesso hoje, continuarão sem acesso quando o 5G for implantado

Quais os principais atributos de uma cidade inteligente? Para o especialista Mauricio Casotti, gerente de desenvolvimento de negócios e diretor de inovação do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD), de Campinas (SP), a lista começa pelo aumento do ritmo de entrega de resultados em sustentabilidade social, econômica e ambiental. “Uma smart city é aquela que responde a desafios recorrentes, como mudança climática, crescimento populacional e instabilidade política e econômica, mas também ao seu panorama local e regional. Para isso, envolve a sociedade, aplica liderança colaborativa, sistemas urbanos e utiliza dados de informação e comunicação”, enfatizou na plenária on-line “Pós Covid: O desafio das insfraestruturas urbanas em um cenário de conectividade”, realizada no primeiro dia do Smart City Session.

O painel contou ainda com a arquiteta e urbanista Larissa Paredes Muse, líder do Comitê de Marketing na Comunidade IEEE Smart Cities, em Atlanta (EUA); com Edelvicio Souza Junior, engenheiro eletrônico e professor da Fundação Dom Cabral (FDC); e com a mediação de Sandro Vieira, CEO da Smartgreen Desenvolvimento de Tecnologia.

“As entidades do Sistema S, as concessionárias e bancos também podem ser protagonistas nos investimentos de soluções de smart cities, não apenas nas cidades grandes, mas tentando minimizar as discrepâncias regionais que temos. Se houver mais união, o fomento e as parcerias vão se efetivar. Afinal o setor privado também precisa dessa rentabilidade nos negócios a que se propõe investir”, ressaltou Larissa, após apresentar o case do Centro de Operações do Rio de Janeiro.

Já o professor Souza destacou que os desafios de infraestrutura urbana para melhorar a conectividade no Brasil vão além da chegada do 5G. “É evidente que o 5G vai trazer benefícios enormes para a sociedade, mas ele é uma ferramenta, um meio e não um fim. A exclusão digital deve ser levada em consideração quando se fala em políticas públicas e investimentos privados: brasileiros que não têm acesso hoje, continuarão sem acesso quando o 5G for implantado. Existem outras alternativas e o 5G não será a solução de todos nossos problemas.”

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